sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Hepatite A, B, C e auto imune...

Bem diante de tudo que falei em relação a minha filha fiquei na dúvida entre a relação da suspeita da hepatite A, B, e C e o diagnóstico dela. Vou postar aqui algumas coisas sobre a Hepatite retiradas do Google, com seus devidos links...
 A hepatite A é uma infecção no fígado causada por um vírus, o HAV. Geralmente esta doença, que é o tipo mais comum de hepatite, faz com que o fígado fique inflamado por um tempo, mas não costuma evoluir para casos muito graves e os doentes se recuperam sem maiores problemas. Além do tipo A, a hepatite também pode se apresentar de outras duas formas: B e C, cada uma com sua peculiaridade. Você só poderá contrair esta doença uma vez, depois disso, ficará imune ao vírus pelo resto da vida. 

Como é o contágio da hepatite A?
A maneira mais comum de contágio é através do contato oral com a água e comida que estejam contaminadas. A contaminação ocorre porque o vírus se espalha através das fezes contaminadas. É comum o contágio de um grupo de pessoas que realizam suas refeições no mesmo local. Isso porque o cozinheiro pode estar infectado e, caso não lave bem suas mãos, poderá contaminar a comida que prepara. 

É possível também contrair a doença entrando em contato diretamente com as fezes em sua própria casa. Por exemplo, uma mãe que troca a fralda de seu filho que está doente. Em alguns casos raros, a transmissão da doença pode ocorrer através do ato sexual ou então através do contato com sangue contaminado (transfusões de sangue e uso de drogas injetáveis). 
 
Quais os sintomas? 
O período de incubação da hepatite A, ou seja, o tempo que a doença leva até apresentar os primeiros sintomas, dura de duas a sete semanas. Em média, os doentes costumam apresentar os primeiros indícios da doença quatro semanas após terem sido infectados pelo vírus. É preciso ressaltar que os sintomas não aparecem antes do fim da incubação, mas que o doente pode contaminar uma pessoa sadia durante este período. 

Fadiga
Febre 
Dores musculares
Dor de cabeça 
Dor no lado direito do abdômen, embaixo das costelas, onde está o fígado 
Náusea 
Perda de apetite e de peso 
Pele, olhos e mucosas amareladas (icterícia) 
Urina escura e fezes amareladas 
Os olhos da C. não ficaram amarelados, ela não teve febre em nenhum momento e a cor da urina normal, ela estava muito pálida...

Hepatite B
A hepatite B é uma doença infecciosa causada pelo HBV, um vírus DNA da família Hepdnaviridae, resultando na inflamação das células hepáticas do portador. É transmitida pelo contato com sangue ou secreções corporais contaminadas pelo vírus. Assim, transfusões de sangue, relações sexuais sem camisinha e compartilhamento de agulhas, seringas e objetos perfurocortantes são as principais formas de contaminação. Mães portadoras podem contaminar seus filhos durante a gestação, parto e, em casos muito raros, amamentação.
O período de incubação varia entre 30 e 180 dias, sendo mal-estar, dores no corpo, e falta de apetite e febre os primeiros sintomas; que são seguidos por icterícia (pele amarelada), coceira no corpo, urina escura e fezes claras.

Na maioria dos casos (99%), tais manifestações cessam em aproximadamente seis semanas, ficando o paciente imune a este vírus. Entretanto, alguns indivíduos desenvolvem a hepatite B crônica, sendo observada maior incidência entre aqueles que ingerem bebidas alcoólicas, crianças, bebês e imunocomprometidos. Existindo aproximadamente 350 milhões de pessoas acometidas, esta pode desencadear, em longo prazo, cirrose, câncer de fígado ou mesmo morte.

O diagnóstico é feito por meio de entrevista e análise de amostras sanguíneas, a fim de verificar as partículas virais e/ou anticorpos. Para avaliar o comprometimento do fígado, pode ser necessária a biópsia deste material, podendo ser levantada a necessidade de transplante hepático.
Sinceramente não tenho nem palavras para descrever o que senti quando esta hipótese foi levantada...

Hepatite C
A Hepatite C é um virus potencialmente fatal, que habita o sangue e que atualmente infecta entre 4 e 5 milhões de americanos. Não era reconhecido até 1989 e os exames de detecção começaram a ser realizados a partir de 1992. Antes disso, era conhecida como Hepatite não A- não B.
É uma doenca “ oculta”, pois pode levar entre 10 a 30 anos para se manifestar, e se tornar crônica/ativa, no corpo humano.
Estima-se que somente 5 porcento daqueles que estão infectados, sabem que são portadores da doenca; menos que 2 porcento foram tratados. 
     2.     COMO A HEPATITE C É TRANSMITIDA? 
Geralmente, a hepatite C é transmitida através do contato direto com o sangue contaminado. Nos anos 70 e 80, os médicos americanos, fizeram um grande número de partos cesarianos. Muitas vezes as mães receberam transfusões sem o seu prévio conhecimento. Antes dos exames de detecção da hepatite C, em 1992, a hepatite C se transmitia principalmente pelo sangue contaminado das transfusões. Como resultado disso, em média 250 mil mulheres, são portadoras da hepatite C, por causa dos partos cesarianos. Somente um pequeno número delas está ciente de sua condição.
A doença também pode se espalhar por abuso de drogas injetáveis, pelo uso de agulhas contaminadas e também através de drogas aspiradas. Um pequeno numero é transmitido sexualmente. Sabe-se hoje, que as secreções do corpo não são meios transmissores e pode acontecer a contaminação, se houver o ato sexual abusivo e envolver sangramento (menstruação ou estupro). 
Infelizmente, aproximadamente 40 porcento das pessoas infectadas, não podem definir claramente o meio de transmissão. 
 3.     QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA HEPATITE C? 
Devido ao fato de que o período de incubação pode variar entre 10 a 30 anos, freqüentemente as pessoas não sabem que estão seriamente doentes. Os sintomas podem ser semelhantes a uma gripe forte constante e pode também ser confundida com muitas outras doenças. Os sintomas incluem fatiga, náusea ocasional, dor na região do fígado ou depressão, entre outros.


Hepatite auto-imune
O que é?
É uma inflamação crônica do fígado sem causa conhecida.
Como se desenvolve?
Não se sabe bem porque a doença inicia. Sabe-se que é causada por um descontrole nas defesas do próprio organismo (sistema imunológico) que passam a atacar células e órgãos normais, ao invés de agir apenas protejendo o organismo contra infecções. Essa agressão causa inflamação, destruição e, potencialmente, perda da função do órgão atingido. No caso da hepatite autoimune, o órgão atingido é o fígado.
Acredita-se que exista uma predisposição genética para desenvolvimento da doença, e que vírus e bactérias poderiam ser fatores desencadeantes do processo autoimune.
É tipicamente uma doença de mulheres jovens, mas pode atingir crianças e adultos de qualquer sexo.
O que se sente?
De modo semelhante a outras hepatites pode-se não apresentar sintomas ou iniciar com sintomas gerais, tais como: 
 

fraqueza
cansaço fácil
perda de apetite

perda de peso

febre

dores no corpo e nas articulações (nas juntas).
Ainda que inicialmente leves, esses sintomas podem se intensificar e, em cerca de 25% dos casos, serem acompanhados de 
 

icterícia (cor amarelada da pele e mucosas)
fezes claras (cor de massa de vidraceiro)

urina escura (cor de Coca-Cola).
São raros os casos sem sintomas e descobertos em exames de rotina, assim como aqueles de forma fulminante com evolução rápida para o coma hepático.
Excesso de pelos, espinhas e alterações menstruais são comuns em mulheres jovens. Até metade dos pacientes tem outras doenças concomitantes como diabetes, doenças da tireóide, artrite reumatóide e lúpus eritematoso sistêmico.
Como o médico faz o diagnóstico?
Não há um exame que confirme exatamente o diagnóstico. A partir de suspeita pelas queixas do paciente e pelo exame clínico, o médico solicita exames de sangue que visam excluir outras causas mais comuns de hepatite, como, por exemplo, as causadas por vírus.
Dentre os exames geralmente solicitados e que colaboram com o diagnóstico estão as transaminases, fosfatase alcalina, gamaglutamiltranspeptidase, proteinograma, fator antinuclear, anticorpos anti-músculo liso, anticorpos anti-rim-fígado.
Ecografia e biópsia hepática (retirada com agulha de um pequeno fragmento do fígado) são frequentemente necessários para auxílio diagnóstico e avaliação da gravidade da doença. A biópsia pode ser também necessária para avaliar a resposta ao tratamento, após alguns meses ou anos..
Como se trata?
A maioria dos casos de hepatite autoimune é tratada com corticóides (assemelhados da cortisona) associados ou não a outros medicamentos, como a azatioprina.
A maioria dos casos de hepatite autoimune é tratada com corticóides, associados ou não a outros medicamentos que controlam o sistema imunológico.
A função do tratamento é diminuir a formação e a ação de substâncias de defesa (anticorpos) que estão "desreguladas" e causando lesões.
O tratamento controla a inflamação em 80 a 90% dos casos, porém, em muitos casos, a doença volta quando o tratamento é suspenso. Por isso, na maioria das vezes, é necessário o uso contínuo de medicações.
Pela dificuldade e pelos efeitos indesejáveis do tratamento prolongado, a decisão de tratamento deve ser estudada e discutida entre o especialista e o paciente, considerando a gravidade da doença e o risco individual de evolução para cirrose.

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